Minha casa sem tijolos,
Paredes de vento,
Argamassa moldada,
Nas mãos do meus apegos.
Eu, me desfaço em palavras
Tenho tentado ser tudo,
O avessso, do avesso,
do meu pensamento.
Mas a realidade é,
E me comprime,
Me aperta e dispersa
Em sentimentos intensos.
Vontade de tudo, ambição de nada
Eu jogo, brinco, finjo não ver
Castelos tão imponenentes
Construídos em carta marcadas.
Ah, vida bonita, cadê você?
Te tateio no escuro
No claro, finjo não ver.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Esse dia
O projeto do projeto do sucesso
A saída, a porta, a entrada
A dor pulsante das vezes
A dor latente de sempre
Para. Respira.
Deixa doer observando a vida que escorre para o ralo.
Saúde com fé a dor que te desperta,
Só ela te traz o presente.
Não tem volta.
Acaso não fora avisado?
Desprevenido e ensimesmado!
Não notara suas escolhas a transformar planos em areia?
Age como o escultor, entalha
Arranca de si o que nunca te fez parte
Depois de ter se livrado das lascas
Se encontra um sob o formão
Sólido, inteiro, obra de arte.
A saída, a porta, a entrada
A dor pulsante das vezes
A dor latente de sempre
Para. Respira.
Deixa doer observando a vida que escorre para o ralo.
Saúde com fé a dor que te desperta,
Só ela te traz o presente.
Não tem volta.
Acaso não fora avisado?
Desprevenido e ensimesmado!
Não notara suas escolhas a transformar planos em areia?
Age como o escultor, entalha
Arranca de si o que nunca te fez parte
Depois de ter se livrado das lascas
Se encontra um sob o formão
Sólido, inteiro, obra de arte.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Água
A memória e a intuição são ferramentas de sobrevivência
Pare e ouça, pare e ouça...
Sentimentos represados em barragens que não sustentam
Vão romper, sempre rompem
Não é para negar a mutabilidade das passagens,
O fluxo varia ao longo do tempo.
Mas assumir a deficiência das construções,
Pode evitar enormes alagamentos.
Tem que correr, sim
Tem que ter causa para correr
Poucos se arriscam no caminho seco e imprevisível
Mas é nele que se encontra água
E com passo de formiga, dela um dia vou beber.
A hora de ir
Já é tarde pra sentir, na verdade eu fui
E não querendo, me esqueci de me despedir
Você não sente a tormenta, mas ela está ali
No meio de vento e sentimento, por vezes resolvi ficar
Depois de muitos desatinos, eu senti
Nenhum futuro materializado em presente
Pôde, enfim, me confortar.
E a corrente me levou,
Me trouxe para o lugar em que deveria estar
Agora me encontro no espelho
Nos reflexos que evitava,
Mas que nunca deixaram de me gritar.
É o trem, é a treta, o fim da picada
Tenho que reconhecer, não nasci pra espetáculo
Tudo cobra tanto, vivemos em dívida
Não nasci para pagar
Senti a bruta flor tatuar na pele
E na balança de valores intransigentes
Mais uma vez, me marquei sozinha
Boi assim não vive, não desfruta pasto
Não olha horizonte livre, está pronto pro abate.
Caminhamos, sim, em círculos
Na redoma de nossos agrados
Descontentados, desatentos, abstratos
Presos a segurança de nos compreendermos
Tangenciando as possibilidades, tão esquecidos dos fatos.
Reconstrução
Olha só, eu descobri
em quantos pedaços se debulha a espiga,
Percebi, de quantas causas e dores
pode ser uma alma reconstruída.
Ah, não quero, de fato, botar minha dor na vitrine
Nem quero dizer que dói mais, mas dói sim
Toda dor que a mente não quer engolir
E por isso finge passar desapercebida
Reconheço dentro do meu ser, a briga
Onde sangram egos e um passo em falso
É motivo de implosão de relações equilibristas,
Sempre bem apoiadas em estruturas tão mal construídas
O que resta de pé, depois de muito terremoto
É essência, que paira esparramada e perdida
Segura, presa em meus pés
Depois de tanto vento no horizonte vida.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Eu tenho sido tantos
Eu que vivo cumprimentando o caos e arrumando o caminho para que ele passe ileso.
Eu que vivo adiando compromissos sérios e reclamando daqueles que não comparecem,
Ah... eu tenho sido tantos...
Eu tenho mentido uma mentira fosca, que não sustenta nem o meu riso.
Eu vivo me esquecendo dos potes que me abastecem,
E me lembrando de pratos de pranto tão planos que não aguentam minhas lágrimas.
Eu que tenho sido displicente e displicentemente arranjo razão pros meus caminhos,
Eu que sempre fui inclinada a ações que não são minhas, me encontro tão torta.
Acostumada a dizer que a gente cria nossa fortuna,
Desaprendi a praticar os ensinos
Eu que vivo adiando compromissos sérios e reclamando daqueles que não comparecem,
Ah... eu tenho sido tantos...
Eu tenho mentido uma mentira fosca, que não sustenta nem o meu riso.
Eu vivo me esquecendo dos potes que me abastecem,
E me lembrando de pratos de pranto tão planos que não aguentam minhas lágrimas.
Eu que tenho sido displicente e displicentemente arranjo razão pros meus caminhos,
Eu que sempre fui inclinada a ações que não são minhas, me encontro tão torta.
Acostumada a dizer que a gente cria nossa fortuna,
Desaprendi a praticar os ensinos
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