A mistura do branco no preto
É resto
Madeira queimada, nuvem que esconde o firmamento
Cinza estreito
A cor do beco que me sinto dentro
É pó
Que escorre depois do temporal no cimento
É chumbo
Bala pesada no meio do peito
É agulha
A ponta escondida a alfinetar o pensamento
É salgado
Mar em ressaca que invade meu leito
É prédio
Edifício abandonado na praça do centro
É fumaça
O céu tensionado pedindo silêncio
É chão
Um olhar desbotado mirado no descontentamento