Minha materialidade surge exacerbada
Da mente para o estômago, onde serpenteia.
Depois de contorcer a boca da barriga,
Pulveriza-se em partículas e ondas de calor
Que sobem ao local de origem, no cerne da cabeça.
E aí vejo nítida a confusão de meu ser
Que ao ansiar a imaterialidade e a sutileza
É apanhado denso e condensado
Por sensações ancoradas em passados remotos.
Fica aí o paradoxo e a prisão do espírito
Que se quer etéreo e pacífico
Mas turbilha quente e desaforado dentro do peito.
Desagradável sensação que impulsiona o corpo,
Tensionando os músculos e fortificando a casca
Vontade do vento batendo na pele, frio
Desejo de movimento e olhar no horizonte
Remédios pras minhas horas, pro meu apego