segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Segunda dimensão

Despertei num sobressalto para essa realidade!
Estava distante, muito longe...
Dentro de um lugar na mente chamado inconsciente
Neste outro mundo que - pasmem - me é, por vezes, tão ou mais concreto do que a vida que se materializa lúcida, vivo muito intensamente.
E hoje, não viajava como de costume, não observava a multidão e nem mesmo a paisagem
Via pessoas do passado, que me testavam com perguntas indecorosas
Nesse desconforto, apegava-me a um pequeno filhote de cachorro que carregava como a uma parte de mim que muito estimasse sem saber
O meu amor por ele era todo e por que não dizer tudo
Meu orgulho, sempre tão presente, se dissolvia nesse sentimento inteiro
E o cão que se comunicava sem palavras me dizia que não podia ser sem mim
As pessoas e as palavras-alfinetes que diziam tinham o efeito de amplificar meu sentimento de completude junto ao canídeo,
Definitivamente ele era uma parte do eu.
Quando já desperta para essa outra realidade concreta, me fazia muita falta aquele pequeno amarelo
Já tinha voltado a ser metade ou só parte
Sou tão apegada a essas dimensões para as quais acordo enquanto durmo