Eu não quero materializar meus silêncios
Minha forma de me oprimir como um reflexo do infinito de ignorâncias ao redor de mim
Sim, parece ego e ísta, mas é só doente e mais um
Dor que doe numa carne repetindo tantas dores humanas
Solitárias, exclusivas na multidão
Por que persistir?
Porque resistir é como respirar, mas ás vezes é bom e ás vezes dói
Eu e tantos seres
Tantos seres e eu
Estou conformada da necessidade do ajuste
Na matemática da vida, quem não se adapta fica para trás
E eu não me dou a possibilidade
Continuo, desanimada, mas eu creio
Creio em nuvens, em árvores, nos cachorros e besouros
E sou extremamente grata pela sua existência