Olha só, eu descobri
em quantos pedaços se debulha a espiga,
Percebi, de quantas causas e dores
pode ser uma alma reconstruída.
Ah, não quero, de fato, botar minha dor na vitrine
Nem quero dizer que dói mais, mas dói sim
Toda dor que a mente não quer engolir
E por isso finge passar desapercebida
Reconheço dentro do meu ser, a briga
Onde sangram egos e um passo em falso
É motivo de implosão de relações equilibristas,
Sempre bem apoiadas em estruturas tão mal construídas
O que resta de pé, depois de muito terremoto
É essência, que paira esparramada e perdida
Segura, presa em meus pés
Depois de tanto vento no horizonte vida.
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