Eu preciso (como já precisei) da tua presença física
O que não se explica ficou, como sentido ao broto
inexplicável
A falta de palavras, ao transcendental
Preciso da força que avistei, movendo montanhas materiais
Irrigando a veia do essencial
Não importa tanto vaidade
Querer reconhecimento distante do que não se tem
Eu digo e não tenho pressa,
Mas me desespero na demora de teus passos
Eu preciso tardiamente, te ver afoito com teus planos
A tua atenção concentrada no fruto e no futuro
Ver tua terra prover nutrientes e substrato
Na profundeza do teu solo, que amparo dê ao raso
Não permita que tua memória te traia,
Que torne o supérfluo uma memória do agradável
Que misture cores numa meta dispersa e colorida
Num oceano azul e sem rumo, que só caminhe na rua do
viável
Tudo, tudo, tudo é exemplo vida
Teus valores estarão expostos, dispostos
Colocados pelos teus gostos, tuas rimas
Seus esforços relativos, serão lembrados e filtrados
Nas providências da atenção,
Consciente de que a memória é uma cina.
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