segunda-feira, 28 de maio de 2018

Aos caminhoneiros de 2018

Eu sei quem vai na frente,
ainda que na minha tola ignorância, desconheça quem está por trás
Sei que os caminhoneiros do Brasil, com determinação
Estão fazendo o que a maioria dos brasileiros não faz

Imagina o disparate da expressão
Da minha, tua inércia, frente ao acaso realista
Reclamar como de costume, num desejo implícito de falsa ordem
Statos quo, mera vontade de manutenção

Despertai-vos e uni-vos,
Porque o universo é diverso, mas ainda é um
Há que se levantar com alma, desse sono profundo,
Resgatar a vida, chacoalhar com energia
Tantos corpos moribundos

Vamos driblar as manobras,
Quebrar mil vezes o dualismo
Onde só existe a cruz e crucificado
O branco, o preto, falta de nuances
O olhar perdido que só busca o certo e o errado

O que se põe a prova não é julgamento, nem abstenção
Nem no puritanismo mais profundo,
O que se mostra imprescindível, em meio ao caos desses tempos,
Ainda não fere seu individualismo, só cobra consciência
 Mas, veja,  é só uma moeda lógica,
Ainda nem é compaixão.

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