Eu sei quem vai na frente,
ainda que na minha tola ignorância, desconheça quem está por trás
Sei que os caminhoneiros do Brasil, com determinação
Estão fazendo o que a maioria dos brasileiros não faz
Imagina o disparate da expressão
Da minha, tua inércia, frente ao acaso realista
Reclamar como de costume, num desejo implícito de falsa ordem
Statos quo, mera vontade de manutenção
Despertai-vos e uni-vos,
Porque o universo é diverso, mas ainda é um
Há que se levantar com alma, desse sono profundo,
Resgatar a vida, chacoalhar com energia
Tantos corpos moribundos
Vamos driblar as manobras,
Quebrar mil vezes o dualismo
Onde só existe a cruz e crucificado
O branco, o preto, falta de nuances
O olhar perdido que só busca o certo e o errado
O que se põe a prova não é julgamento, nem abstenção
Nem no puritanismo mais profundo,
O que se mostra imprescindível, em meio ao caos desses tempos,
Ainda não fere seu individualismo, só cobra consciência
Mas, veja, é só uma moeda lógica,
Ainda nem é compaixão.
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