Esse quebra cabeça de peças grandes desencaixadas
Não sei montar, não sei. Eu não sei!
Na vontade de refazer o quadro, me perdi
Tuas cores não eram as minhas
Tinha de reconstruir o que nunca vi
Sinto muito, não consegui.
Eu vejo, tá lá.
Tudo existe muito,
Mas tatear me desaba as bordas
Desanda o miolo, desfaz o nó que preciso ter.
E eu sou o que pra você?
Teu lugar tá pronto, tua toca feita
O espaço não me conforta,
Mas meu corpo implora, o calor
O peso da mão, teu carinho vão
Tenho sede. Ah, eu tenho sede!,
Da água que corre, que esbarra e segue.
Sede da água que sobe rio, inunda a terra,
Come barranco, que desfaz pedra e traz alívio.
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