domingo, 21 de julho de 2013

Apego

Minha materialidade surge exacerbada
Da mente para o estômago, onde serpenteia.

Depois de contorcer a boca da barriga,
Pulveriza-se em partículas e ondas de calor
Que sobem ao local de origem, no cerne da cabeça.

E aí vejo nítida a confusão de meu ser
Que ao ansiar a imaterialidade e a sutileza
É apanhado denso e condensado
Por sensações ancoradas em passados remotos.

Fica aí o paradoxo e a prisão do espírito
Que se quer etéreo e pacífico
Mas turbilha quente e desaforado dentro do peito.

Desagradável sensação que impulsiona o corpo,
Tensionando os músculos e fortificando a casca

Vontade do vento batendo na pele, frio
Desejo de movimento e olhar no horizonte
Remédios pras minhas horas, pro meu apego

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